Arquivo anual 2019

porEspaña Aquí

O aprendizado é um círculo ou uma linha…

Eis uma questão que pode ser mal-interpretada mas que tem sua lógica.

O aprendizado , é linhal ou circular…

Se for linhal, quer dizer, sequencial, até onde vai, quando acaba, seria infinito, certo…

Se for circular é muito mais reduzido mas muito mais prático.

A diferença entre o primeiro e o segundo são os métodos, o primeiro está baseado em livros e currículos maciços, não tem fim.

O segundo pode até ignorá-los, uma revolução.

Você quer aprender exatamente o que, a língua, uma reflexão alheia obedecendo a uma questionável imposição sobre seus interesses ou refletir uma segurança linguística nas 14 ou 15 situações comuns nas quais você se involucra…

 

 

porSegundo Villanueva

O que define a língua espanhola

Do meu ponto de vista a colocação pronominal.

Vamos compará-la com a língua portuguesa, que é bastante nominal.

Um exemplo: Eu derrubei o copo. Embora não tenha intenção de derrubá-lo, aparece o sujeito como a parte mais importante da frase.

Uma possível tradução em espanhol seria Se me cayó el vaso.

É interessante observar como a pessoa desaparece e joga a responsabilidade no azar, disfarçado em volta de pronomes átonos.

Esta é a principal peculiaridade da língua espanhola.

Neste sentido é bastante econômica ao evitar a construção típica de sujeito, verbo e predicado clássica colocando no seu lugar pronomes que encurtam a frase ou podem fazer com que o conteúdo informativo, a mensagem, seja mais clara ou objetiva.

Um aprendiz de espanhol deixará de ser aprendiz quando tenha interiorizado o uso de pronomes em todas as suas variantes. Nesse momento poderá se considerar já alguém que já fala espanhol, e não mais alguém que faz vínculos entre as duas línguas mais ou menos certas.

porSegundo Villanueva

O estilo do Professor

A minha mãe dizia quando era pequeno, que devíamos comer de tudo.

A minha mãe era sábia, pouco propensa a fórmulas mirabolantes, mágicas, dramáticas e consequentemente simplistas. Não venderia nenhum best-seller, isso está claro. Nem daria uma boa política.

Hoje o mais fácil é reduzir e dizer que comer ovo não pode, que frango sim, que comer uma maçã por dia faz bem para a saúde e que a carne vermelha produz câncer. Não tem ninguém que resista por muito tempo a um regime militar deste tipo. Tanto é que a sociedade está obrigada a gerar a cada certo tempo a informação que desdiz o que presumivelmente tinha se considerado certa há um tempo atrás.

Hoje, comer ovo não produz colesterol como comumente se entendia, e beber água demais gera disfunções na cadeia das transmissões neurológicas. A carne vermelha é boa sim, já que é rica em ferro e proteínas, e uma dieta baseada em verduras exclusivamente, traz deficiências claras e provavelmente riscos à saúde se não são balanceadas com controle e monitoramento especializado.

Aprender espanhol não tem segredos. Nem fórmulas mágicas. Não acredito em métodos. Aliás todos são mais ou menos parecidos. Mas sim em estilos.

O estilo depende de cada professor, está no sangue, e é fruto de sua cultura, formação, sensibilidade e amor pelo que faz. Isso dá para perceber na hora. Um estilo eclético, dinâmico é sempre melhor bem-vindo que um gramatical ou construtivista, ou um que se baseie no foco por tarefas, ou que empregue um nível mais baixo para que todos se sintam satisfeitos achando que progride a uma velocidade vertiginosa.

O estilo é dificilmente definível e deve de ser amplo como a dieta mediterrânea, misturado com humor, com tensão, compromisso e verdade, algo assim como um arroz com feijão que incorpora umas vezes carne seca e outras lombinho refogado.

Outras, torresminho crocante…

porSegundo Villanueva

Clube de Oratória Toastmaster em espanhol

Antigamente aprender um idioma exigia 80% de teoria e 20% de prática após um bom tempo.

Hoje os tempos mudaram, é necessário resolver questões comunicativas praticamente desde o primeiro dia de aula.  Ninguém mais quer aprender um idioma por si só.

Quer fazer negócios, viajar, escrever um mail corretamente, fazer bonito numa situação cotidiana numa cidade estrangeira…

De fato, as aulas não são mais aulas, são trocas de conhecimento, informações e crescimento coletivo.

A oratória como complemento profissional dentro das grandes empresas está crescendo de uma maneira substancial.   Hoje prevalece a capacidade de convencer e saber vender o seu produto, quantas vezes já me pediram ajuda porque um grande projeto tinha que ser apresentado na matriz em breve, e em espanhol, e os alunos estavam em pânico.

Falar não é falar, falar é falar bem, de maneira convincente e segura, tendo percepção de si mesmo e com o intuito de passar a melhor imagem institucional e pessoal para a plateia.

Na EspañaAquí vamos além, criando o primeiro encontro de oratória em espanhol Toastmaster do Brasil.

Venha, veja como é, vai além coloque em prática o seu conhecimento e vire uma pessoa muito mais confiante no seu espanhol além de recriar um networking maravilhoso.

Abraços e até,

2º  Villanueva

porSegundo Villanueva

Grupos heterogéneos

Todo está cambiando en esto de la enseñanza de ELE.   Nuestro papel, el de los libros, la postura y necesidades de los alumnos.

Y también la conformación de los grupos.

La heterogeneidad individual hace que el entorno de aprendizaje sea más complejo si cabe.  Son muchos los factores, algunos específicos por la peculiaridad de que el proceso de enseñanza-aprendizaje sea para lusohablantes con un registro tan próximo al español.

Existen diferentes maneras de aprender y surge también la necesidad de sopesar las habilidades lingüísticas y las que no lo son.

Lo más importante en los tiempos actuales radica en un celoso proceso de crecimiento en la competencia lingüística.

Y raramente los grupos son uniformes.  Nunca lo fueron, la cuestión es que la manera de aprender era diferente, raramente el proceso productivo se realizaba antes del sexto o séptimo mes.

Hoy hay prisa y la diferencia se hace presente el primer día de clase.

En un primer momento esto puede suponer un factor negativo, pero hay que considerar que ya forma parte de una realidad que no tiene vuelta, y segundo, es necesario revertir esta visión para sacarle provecho, además de psicólogos, mentores, profesores, amigos, etc, tenemos en nuestras venas un espíritu indomable bien diferente al profesor clásico, somos gestores y nos están cambiando el guión todos los días, sabemos que la realidad es mucho más intensa que los preceptos teóricos de lo que debería ser.

La adaptación de los materiales, el aprendizaje colaborativo, la importancia de las competencias no lingüísticas, los asuntos personales y profesionales como prioridad y principalmente nuestra capacidad de gestión que imprime una dosis alta de experiencia de clase y cada vez menos de clase clásica harán que los alumnos siempre con un cariz democrático y transparente (preguntar y extraer una personalidad además de los intereses personales es preceptivo) nos nos van a ayudar para no resolver enteramente todos los problemas de disparidad, pero sí a mapearlos.

Finalmente, un solo apunte en relación a las pruebas de nivel, que incluyen cada vez más variables, como perfil psicológico, índice de vanidad, percepción de sí mismo, conocimiento teórico y fluencia oral.

Raramente estos ámbitos anteriores coinciden, al final la subjetividad es la clara vencedora cuando hay que tomar una decisión, es muy complicado rastrear un Avanzado B2 con un grado de conocimiento lingüístico Básico y más, cuando su autoestima es menor de lo que muestra su competencia.

Hay que elegir.

Como debemos optar positivamente por una interpretación de nuestros materiales siempre encuadrados en el currículo atendiendo las demandas personales y profesionales de los alumnos a través de un proceso de transparencia.

Hay que saber etiquetar al alumno con su perfil personal y académico y saber dónde quiere llegar.

 

porEspaña Aquí

Mas, sei ou não sei…

É frequente que os alunos, a partir de um determinado momento se perguntem o que realmente estão falando, ou espanhol ou português. Normalmente acontece quando o aluno leva já um ano ou ano e meio estudando espanhol e “já resolveu as necessidades imediatas mais básicas”.

Provavelmente falta ainda muito, por exemplo, incorporar fontes de informação em espanhol, livros de literatura ou romances que não precisam ser muito sisudos, mas que respondam às necessidades de leitura que todos nós temos…

Também escrever. Não grandes textos, e sim emails em espanhol, elaborar apresentações em Power-point, ou pequenos informes para a empresa, momentos do ponto de vista profissional ou pessoal que podem incorporar o mundo de âmbito hispânico. Ou isto, ou prolongar os estudos, de maneira mais ou menos artificial com provas, testes e diplomas.

Tenho minhas dúvidas se é o mais coerente esta segunda alternativa num mundo prático e objetivo que nos encontramos. Até aqui tudo bem.

Faz dez anos que escuto aos meus alunos a famosa frase de se está falando espanhol ou não.

O inédito é que o professor também tem este problema. As vezes penso se realmente ensinei algumas coisas aos meus alunos com todo este arsenal de atividades e disposição plena, ou eles aprendem porque sim, porque são inteligentes, porque leem…

Posso garantir que luto contra este pesadelo que me frustra como profissional, e queiro acreditar, que não, que os meus são melhores que os dos outros…

porSegundo Villanueva

Variedades dialetais do espanhol, é necessário tomar decisões…

Qual o formato de livro a oferecer?

Esta pergunta está vindo à atualidade uma vez que os professores que compõem a equipe de qualquer instituição provêm de várias nacionalidades.

Existe um problema de adequação mas também, não podemos ignorá-lo, político.

Se optamos por uma versão neutra corremos o risco de artificializar o espanhol, fazendo com que ele seja asséptico demais, isento do calor próprio da vida, não podemos esquecer que somos transmissores de tráfego linguístico, não só de regras e suas associações, máxime quando se faz uma seleção antinatural da variante.

Esta opção não será encontrada em lugar algum do mundo, é necessário optar, portanto.

Mas qual, uma de duas, ou tentamos um mix de indigenismos ou variantes nacionais ou regionais para contentar ao máximo número de países, sempre com o risco de não ser justo esquecendo de algum, principalmente centro-americanos, ou optamos por dedicar capítulos exclusivos para cada país, tentando ser o mais abrangente possível incluindo peculiaridades de uso características que nos remitam à vida linguística do país no momento.

Do meu ponto de vista, esta é a melhor opção porque a obra tem um princípio e um final.  Os temas podem ser distribuídos ao longo da coleção, e é isso que a EspañaAquí faz.

Escolher variedades dialectais com um princípio e um final, quer dizer, aprofundar no idioma e seu uso nos traz um desafio maiúsculo, cada professor deverá reaprender as peculiaridades não próprias da sua, o que pode gerar um certo desconforto, porém, supõe um âmbito de respeito com a diferença, que no nosso idioma, não podemos nos enganar, existe.

Na diferença encontra-se a riqueza, o professor de ELE deve optar e respeitar outros âmbitos de expressão, sem interpretar a importância de um ou de outro, fatores históricos, também econômicos e sociais fazem com que esta riqueza se encaixe nas aulas.

porSegundo Villanueva

Um futuro sem livros e alguns interrogantes

Qual o futuro do ensino de espanhol para estrangeiros, qual a importância da oferta intelectual pré-fabricada e simbolizada no livro, das grades curriculares afastadas ou com fraca comunicação com os laboratórios de ponta, como somos nós, as escolas?

De que maneira a enorme quantidade de informação que flutua pela web e as imperiosas necessidades dos nossos alunos vão determinar uma exigência lúcida em relação aos conteúdos a serem oferecidos?

Será possível deixar de lado moldes perfeitos que obedecem à teoria laboratorial dos departamentos acadêmicos das universidades e que se trasladam poderosamente ao intuito de medir esse conhecimento teórico através das cada vez mais determinantes provas de proficiência que atualmente fecham o círculo mágico do contra-ataque da teoria por encima das necessidades práticas dos alunos?

Estamos prestes a testemunhar o fim do livro, o que um aluno procura, qual o real interesse de una universidade no âmbito do negócio do ensino de ELE, o que os nossos cotidianos e diários alunos nos dizem em relação ao que querem estudar, seus objetivos e necessidades?

porSegundo Villanueva

Professores? Que somos?…

… gestores, basicamente, alguém que modera o conhecimento variável dos seus alunos, que transita entre o perfil de aprendizado de cada um derivado da origem sociocultural e dos interesses próprios até a sua experiência de vida.

Hoje os alunos sabem demais, têm acesso às informações inclusive acadêmicas de maneira gratuita, podem elaborar com critério o seu próprio curso de espanhol adquirindo o material, com qualidade da web, assistem Netflix em idioma original, também os jogos de futebol internacionais com mais paixão inclusive que o próprio (no Egito, se ensina espanhol através dos jogos da #EsLaLiga), viajam de maneira rotineira, muitos, por prazer e cada vez mais por viagens de negócios, os inputs de informação são variados e multiformes, o que um professor faz perante este panorama de invasão informativa na aula…

…gerenciar a informação, botar ordem no caos do conhecimento, estruturar o aprendizado, basicamente, orientar, selecionar.

O professor já não é mais uma máquina geradora de sabedoria inefável, nem sequer de informação e sim um mentor que contempla aos seus alunos numa carreira linguística levando em conta sua experiência vital, o seu acesso imediato à informação cotidiana e seu perfil psicossocial.

porSegundo Villanueva

Una clase de español trata de comunicación…

Evidentemente, aprender un idioma es comunicarse, estar atento al entorno, derribar muros, abrir puertas, seleccionar ruidos, perforar el networking, apreciar el hipsterismo que nos envuelve, el frikismo de twitter, la frescura de netflix, la desorganización organizada que cada uno tenemos de aprender a nuestra manera, modalidad inviolable, metodología que no descarta al libro pero lo deja en su debido lugar, que valoriza la frescura del alumno y su transparencia, el espíritu de grupo y los sentimientos generales además del individual.

EspañaAquí, una escuela inverosímil que denota placer por decirlo en español.

Lola Pons profesora de la Universidad de Sevilla lo expresa bárbaro, podría más alto, pero no más bonito…