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BySegundo Villanueva

O estilo do Professor

A minha mãe dizia quando era pequeno, que devíamos comer de tudo.

A minha mãe era sábia, pouco propensa a fórmulas mirabolantes, mágicas, dramáticas e consequentemente simplistas. Não venderia nenhum best-seller, isso está claro. Nem daria uma boa política.

Hoje o mais fácil é reduzir e dizer que comer ovo não pode, que frango sim, que comer uma maçã por dia faz bem para a saúde e que a carne vermelha produz câncer. Não tem ninguém que resista por muito tempo a um regime militar deste tipo. Tanto é que a sociedade está obrigada a gerar a cada certo tempo a informação que desdiz o que presumivelmente tinha se considerado certa há um tempo atrás.

Hoje, comer ovo não produz colesterol como comumente se entendia, e beber água demais gera disfunções na cadeia das transmissões neurológicas. A carne vermelha é boa sim, já que é rica em ferro e proteínas, e uma dieta baseada em verduras exclusivamente, traz deficiências claras e provavelmente riscos à saúde se não são balanceadas com controle e monitoramento especializado.

Aprender espanhol não tem segredos. Nem fórmulas mágicas. Não acredito em métodos. Aliás todos são mais ou menos parecidos. Mas sim em estilos.

O estilo depende de cada professor, está no sangue, e é fruto de sua cultura, formação, sensibilidade e amor pelo que faz. Isso dá para perceber na hora. Um estilo eclético, dinâmico é sempre melhor bem-vindo que um gramatical ou construtivista, ou um que se baseie no foco por tarefas, ou que empregue um nível mais baixo para que todos se sintam satisfeitos achando que progride a uma velocidade vertiginosa.

O estilo é dificilmente definível e deve de ser amplo como a dieta mediterrânea, misturado com humor, com tensão, compromisso e verdade, algo assim como um arroz com feijão que incorpora umas vezes carne seca e outras lombinho refogado.

Outras, torresminho crocante…

BySegundo Villanueva

Grupos heterogéneos

Todo está cambiando en esto de la enseñanza de ELE.   Nuestro papel, el de los libros, la postura y necesidades de los alumnos.

Y también la conformación de los grupos.

La heterogeneidad individual hace que el entorno de aprendizaje sea más complejo si cabe.  Son muchos los factores, algunos específicos por la peculiaridad de que el proceso de enseñanza-aprendizaje sea para lusohablantes con un registro tan próximo al español.

Existen diferentes maneras de aprender y surge también la necesidad de sopesar las habilidades lingüísticas y las que no lo son.

Lo más importante en los tiempos actuales radica en un celoso proceso de crecimiento en la competencia lingüística.

Y raramente los grupos son uniformes.  Nunca lo fueron, la cuestión es que la manera de aprender era diferente, raramente el proceso productivo se realizaba antes del sexto o séptimo mes.

Hoy hay prisa y la diferencia se hace presente el primer día de clase.

En un primer momento esto puede suponer un factor negativo, pero hay que considerar que ya forma parte de una realidad que no tiene vuelta, y segundo, es necesario revertir esta visión para sacarle provecho, además de psicólogos, mentores, profesores, amigos, etc, tenemos en nuestras venas un espíritu indomable bien diferente al profesor clásico, somos gestores y nos están cambiando el guión todos los días, sabemos que la realidad es mucho más intensa que los preceptos teóricos de lo que debería ser.

La adaptación de los materiales, el aprendizaje colaborativo, la importancia de las competencias no lingüísticas, los asuntos personales y profesionales como prioridad y principalmente nuestra capacidad de gestión que imprime una dosis alta de experiencia de clase y cada vez menos de clase clásica harán que los alumnos siempre con un cariz democrático y transparente (preguntar y extraer una personalidad además de los intereses personales es preceptivo) nos nos van a ayudar para no resolver enteramente todos los problemas de disparidad, pero sí a mapearlos.

Finalmente, un solo apunte en relación a las pruebas de nivel, que incluyen cada vez más variables, como perfil psicológico, índice de vanidad, percepción de sí mismo, conocimiento teórico y fluencia oral.

Raramente estos ámbitos anteriores coinciden, al final la subjetividad es la clara vencedora cuando hay que tomar una decisión, es muy complicado rastrear un Avanzado B2 con un grado de conocimiento lingüístico Básico y más, cuando su autoestima es menor de lo que muestra su competencia.

Hay que elegir.

Como debemos optar positivamente por una interpretación de nuestros materiales siempre encuadrados en el currículo atendiendo las demandas personales y profesionales de los alumnos a través de un proceso de transparencia.

Hay que saber etiquetar al alumno con su perfil personal y académico y saber dónde quiere llegar.

 

BySegundo Villanueva

Professores? Que somos?…

… gestores, basicamente, alguém que modera o conhecimento variável dos seus alunos, que transita entre o perfil de aprendizado de cada um derivado da origem sociocultural e dos interesses próprios até a sua experiência de vida.

Hoje os alunos sabem demais, têm acesso às informações inclusive acadêmicas de maneira gratuita, podem elaborar com critério o seu próprio curso de espanhol adquirindo o material, com qualidade da web, assistem Netflix em idioma original, também os jogos de futebol internacionais com mais paixão inclusive que o próprio (no Egito, se ensina espanhol através dos jogos da #EsLaLiga), viajam de maneira rotineira, muitos, por prazer e cada vez mais por viagens de negócios, os inputs de informação são variados e multiformes, o que um professor faz perante este panorama de invasão informativa na aula…

…gerenciar a informação, botar ordem no caos do conhecimento, estruturar o aprendizado, basicamente, orientar, selecionar.

O professor já não é mais uma máquina geradora de sabedoria inefável, nem sequer de informação e sim um mentor que contempla aos seus alunos numa carreira linguística levando em conta sua experiência vital, o seu acesso imediato à informação cotidiana e seu perfil psicossocial.

BySegundo Villanueva

Alguns interrogantes sobre postura em aula e lay-out das salas

Existem muitos desafios pela frente, um deles consiste em determinar o formato de aula.
Qual o papel do professor em relação aos alunos, ele vai continuar estabelecendo uma posição unidirecional em relação ao conteúdo informativo ou a grupo como tal, quem vai ser o gerador das informações que levemente vão transitar no coração da aula… o grupo como uma nova entidade, o professor, a internet, as informações que sobrevoam constantemente e de maneira gratuita à incrível distância de um botão de celular…

Se for assim, qual vai ser o lay-out da sala, se concordamos com que a informação já não se estabelece de maneira tão extremista como era antes, como devem ser as mesas, as cadeiras, onde deixar a tevê, qual a importância da postura, de ficar em pé, por exemplo, quem deveria ficar em pé, o professor, fugindo dia após dia do papel tradicional do professor como era entendido até há pouco… ou o aluno, ou os alunos…

Um mesa, cadeiras universitárias, por que não sentar no chão, se a comunicação é infinita e principalmente o que habita no ar é ruído, por que não derrubar todos os muros das salas, fazer com que o B2 transite pelo A1, que as risadas do A2 sejam como uma enchente sonora para os de B1… por que não…

Gostaria de saber qual a sua opinião, pode deixar aqui seu comentário como gestor de pessoas e de conhecimento, queremos construir uma nova realidade, uma coisa está clara, tudo vai mudar, é uma questão de tempo…