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ByEspaña Aquí

Mas, sei ou não sei…

É frequente que os alunos, a partir de um determinado momento se perguntem o que realmente estão falando, ou espanhol ou português. Normalmente acontece quando o aluno leva já um ano ou ano e meio estudando espanhol e “já resolveu as necessidades imediatas mais básicas”.

Provavelmente falta ainda muito, por exemplo, incorporar fontes de informação em espanhol, livros de literatura ou romances que não precisam ser muito sisudos, mas que respondam às necessidades de leitura que todos nós temos…

Também escrever. Não grandes textos, e sim emails em espanhol, elaborar apresentações em Power-point, ou pequenos informes para a empresa, momentos do ponto de vista profissional ou pessoal que podem incorporar o mundo de âmbito hispânico. Ou isto, ou prolongar os estudos, de maneira mais ou menos artificial com provas, testes e diplomas.

Tenho minhas dúvidas se é o mais coerente esta segunda alternativa num mundo prático e objetivo que nos encontramos. Até aqui tudo bem.

Faz dez anos que escuto aos meus alunos a famosa frase de se está falando espanhol ou não.

O inédito é que o professor também tem este problema. As vezes penso se realmente ensinei algumas coisas aos meus alunos com todo este arsenal de atividades e disposição plena, ou eles aprendem porque sim, porque são inteligentes, porque leem…

Posso garantir que luto contra este pesadelo que me frustra como profissional, e queiro acreditar, que não, que os meus são melhores que os dos outros…

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Carga horária dos diferentes níveis

Muitos alunos me perguntam por que as escolas têm diferentes cargas curriculares nos níveis do curso de espanhol.

A primeira consideração que merece ser levada em conta é o contexto linguístico que nos encontramos.  Brasil, pelo fato de ser um pais luso-falante considera a língua espanhola como uma língua próxima, não estrangeira.  Por este motivo, o currículo deve ser menor que em qualquer outro país do mundo, onde as estruturas são muito diferentes e complexas entre a língua madre e a segunda língua, neste caso, o espanhol.

A segunda é a carga horária de cada um dos níveis.  Aqui existem diferentes opiniões.  Nós da España Aquí observamos um critério muito claro, que é o de incorporar uma carga maior nos níveis superiores e menor nos níveis iniciais.  Isto por que: o brasileiro já conhece muitas das estruturas básicas iniciais, não precisa destinar muitas horas para certos tempos verbais ou estruturas que já pode incorporar de maneira mais rápida por causa da proximidade dos idiomas.  Porém, a complexidade aumenta nos níveis superiores, pois o que ele precisa é manejar o idioma, colocá-lo em prática, aprender a elaborar textos orais e escritos cada vez com maior complexidade, e isso só se consegue com tempo.  Por isso que a nossa carga curricular é maior no B1 que no A2, e aumenta no C1 ou C2.

Provavelmente as opiniões serão diversas por parte dos colegas de outras escolas, mas tenho certeza de que adequando o currículo a uma coerência ideológica, os frutos podem vir tanto por uns como pelos outros.

Desde São Paulo, Segundo Villanueva