
De "extra" a idioma de trabalho
Durante muito tempo, o espanhol nas empresas brasileiras foi tratado como um "extra". Algo bom de ter, raramente exigido.
Isso está mudando.
Hoje, muitas empresas coordenam a operação da América Latina a partir de São Paulo. O profissional que antes só lia um relatório em espanhol agora participa de reuniões com Santiago, negocia com Lima e responde a um diretor em Bogotá.
O espanhol deixou de ser um idioma de leitura. Passou a ser um idioma de trabalho.
O que a empresa precisa avaliar
Essa mudança altera a pergunta que a empresa deve fazer. Não basta saber se a pessoa "se vira" em espanhol. É preciso saber se ela consegue conduzir uma conversa, defender uma ideia e fechar um acordo sem depender do portunhol.
"Se virar" funciona para ler um e-mail. Não funciona para conduzir uma reunião difícil ou negociar prazos e preços.
Não é só o comercial
A mudança também amplia quem precisa do idioma. Não é só a área comercial. São compras, financeiro, jurídico, RH, suporte e operações: todo mundo que conversa com a região.
E cada área usa o espanhol de um jeito. O vocabulário de um contrato não é o de uma reunião de suporte, e o tom de uma negociação não é o de um e-mail interno.
Formação que sai do improviso
Quando o espanhol entra na rotina, a formação também precisa sair do improviso: partir de um diagnóstico do nível real de cada pessoa, definir objetivos por função e trabalhar as situações que a equipe vive no dia a dia.
Na sua empresa, o espanhol ainda é "diferencial" ou já virou parte do trabalho?
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