Categoria Aulas

porSegundo Villanueva

A Gamificação nas Aulas de Espanhol

Queremos que as nossas aulas sejam as melhores, entusiasmar ao aluno, que volte.  Dispomos de bons materiais, infra, mas muitas vezes não é suficiente.

Seguir à risca um currículo acadêmico sem emoção pode levar ao aluno ao desestímulo, a não querer voltar mais na aula, quando começa a faltar, a tendência é que o faça com mais frequência e que comece a procurar escusas, por exemplo, o trabalho, o mais frequente.

Por que existem professores que têm normalmente um índice de retenção maior e outros sofrem mais. Existem motivos, não é casualidade, é necessário procurar as causas.  A principal delas é a falta de elementos de emoção em aula.

Sabemos que apesar dos fatos, muitas pessoas não mudam de opinião, inclusive têm mais difícil que os próprios formadores da mesma, o ser humano é orientado por emoções, por estética, influxos paternais ou sociais ou outros sentimentos.

Um professor que permanece sentado seguindo ao pé da letra o livro, se ele não for muito experto nos diálogos, levará o grupo ao abismo.  A taxa de retenção e as ausências são índices muito significativos de que existe um problema.  Estes dois fatores devem nos indicar que estamos fazendo algo de errado dentro de aula.

Um dos elementos emocionais mais atuais e importantes é a gamificação, que não é outra coisa que introduzir elementos competitivos dentro de aula para aumentar o compromisso do aluno com o processo de aprendizado.

Alguns consideram que a competitividade não é boa nos processos cognitivos, eu acho que sim, sempre que levada de uma maneira mais lúcida que repressiva.  Perceba-se que os nossos alunos são na sua maioria adultos, não caberia nenhum tipo de punição, pois os nossos cursos, além do mais, são livres, mas seria inocente pensar que o mundo não é uma carreira por ser o melhor, mas sim, uma simulação com prêmios, onde as salvas de palmas, reconhecimentos, metas e prêmios são saudáveis e atuais.

Estas são algumas das vantagens da gamificação, um dos elementos que introduz emoção dentro de aula.

  1. Diversão e descontração, num público submetido à metas das quais depende grande parte do seu futuro e da sua família.
  2. Maior compromisso com as aulas, ao ser um cenário de provas da capacidade individual, do universo competitivo, mas a diferença do trabalho, não deixa de ser um jogo.
  3. Incremento da capacidade de aprendizado pela introdução dos elementos emocionais próprios do jogo.
  4. Desinibição, uma das travas que o aluno tem que vencer no processo de aprendizado, junto com a vergonha.

Em resumo, no Vamos Inicial A1 sempre aparece uma atividade comunicativa de gamificação no final de cada unidade, concluindo uma série de tarefas de caráter coletivo, que é outra das estratégias que introduzem emoção na aula.

Não podemos esquecer que tão importante como os materiais didáticos, a nossa formação e experiência, a dotação da escola e a nossa organização são importantíssimas, funcionar como uma equipe, intra e extra aula nos levará inevitavelmente ao sucesso.

Em otros níveis podemos copiar algumas das mesmas,

  1. Perguntas e Respostas
  2. Cadeias de Palavras
  3. Representações e Juízos
  4. Passa a Palavra
  5. Outras

Um abraço,

 

porSegundo Villanueva

O aluno já não é mais o mesmo

O bom professor sente que o aluno faz perguntas que considera pouco práticas ou que nunca, ou raramente parou para pensar porque certamente não tem muita vinculação prática; começa responder de maneira certamente ríspida ou com pouca paciência; ao longo do tempo tudo foi bem porque o nível de interação e vinculações externas com assuntos vários fizeram uma aula completa, com sentido, mas agora revela-se como um outro perfil de aluno, focado no livro, nos exercícios, em saber as regras de tudo ou quase tudo;  provavelmente o aluno está insatisfeito com você, está na hora de conversar com ele, de fazer uma reflexão para mudar radicalmente o foco da aula ou inclusive até de alocar outro professor no seu lugar.

porSegundo Villanueva

Escutar nas aulas de espanhol

Os programas de formação de professores de ELE têm uma deficiência importanté, a distância entre a teoria e a prática, existem variáveis que não podem ser corrigidas ou previstas, como a nacionalidade do estudante, seu perfil profissional, o nível de educação do aluno e dos alunos, o entrosamento da turma ou a afinidade com o professor.

Lecionar e gerenciar, não é só um ato acadêmico.

porSegundo Villanueva

Os alunos de espanhol fora da curva

Provavelmente o mais importante numa escola de espanhol, acredito que o mesmo para qualquer empresa, seja prestar extrema atenção a tudo que acontece fora da curva, tudo aquilo que foge aos sistemas informáticos, aos programas, ao calendário acadêmico, a previsão programada dos ônibus que levarão os nossos professores à sala de aula,  aos diferentes perfís dos alunos dentro de um grupo que a priori é planejado para um único perfil, enfim, observar com atenção tudo aquilo não previsto, tudo que não está previamente controlado, as respostas precisam ser corretas e ofereceidas com a maior rapidez possível…

 

porSegundo Villanueva

Páginas mal escritas ou páginas em branco

Uma das sensações mais agônicas que já experimentei foi quando uma aluna se negou a escrever uma frase porque não entendeu as regras de construção e não se sentia com segurança suficiente como para produzi-la.  Foram em vão as tentativas de convence-la de que mais importante do que saber a priori as regras provavelmente seria tentar construir a frase e à partir do resultado analisar de maneira pragmática a produção.  Não tive sucesso, a aluna ficou vermelha, pegou o caderno e o livro e foi embora.

A minha mãe me enviou uma sentença na semana passada que dizia o seguinte: é preferível corrigir uma página mal escrita do que uma em branco.  Eu concordo plenamente com ela, gostaria que um dia a minha aluna também.

 

porSegundo Villanueva

Aulas completas

São provavelmente aquelas nas quais os alunos tomam muitas anotações, o professor faz muitas correções escritas, um escuta ao outro e o outro escutam a um, existe sincronia, empatia e construção, é conseguida uma interpretação atual e magistral do manual, o protagonista claramente é o elemento humano e prevalece uma história única, a da aula, essa aula para o resto das nossas vidas .

 

porSegundo Villanueva

O eterno dilema do professor de espanhol

Explicar teoria ou não explicar, explicar muito ou explicar pouco, para que serve a teoria se o que os alunos querem é falar e escrever, principalmente o primeiro, corretamente, se explicamos a teoria, será que no final não nos faltará tempo para exercer a prática, não será mais inteligente deixar, no caso de que tenha que ser inevitávelmente explicada, que o aluno a consolide individualmente quando não tem a possibilidade de interagir junto com o professor ou outros alunos em sala de aula, quer dizer, em ambientes fora de aula, na rede, no lar… Não é uma questão privada ao tempo que a aula é um processo colectivo…

Todos sabemos que o profissional se constrói com um 70% de prática, 20% de interação junto com os outros colegas e com 10% de contraste com a teoria ou os cursos que ele aprendeu.

Estamos falando da importância abrumadora da pragmática nos tempos atuais, também, claro, deve ser levada em conta na sala de aula.

Em sala de aula eu posso quase concordar plenamente com esta distribuição conhecida por todos, não é muito diferente para o profissional que está se fazendo em espanhol, entender que sem contraste, sem exposição ou com muitas regras o equilíbrio que demonstra-se também em outras facetas da vida será muito difícil de acontecer sem se projetar de cheio num mundo dominado pela pragmática.