porSegundo Villanueva

Prezado aluno, o que você está procurando…

Prezado aluno, você quer um professor particular ou uma escola?  Está claro que você quer aprender espanhol, mas deve distinguir as diferencias entre um e outra.

Uma escola vai lhe proporcionar um curriculo, uma estrutura baseada numa publicação científica, com um princípio, uma avaliação e um final.   No meio, existem garantias de desenvolvimento, atrelado ao nome da instituição.  Aliás, a principal garantia que você tem, é o nome da instituição.

O peso da instituição não é gratuito, obriga e, ao ser público, e não se restringir ao relacionamento inter-pessoal, intimida à própria estrutura.  Conseguir que sua metodologia, seus princípios permeiem o corpo docente, os funcionários e chegue visível em forma de produto até o consumidor final, você, é o nosso grande desafio.

Segundo Villanueva

porSegundo Villanueva

Antes de escolher uma escola de espanhol…

Você sabe qual é o seu perfil, sabe qual a escola que escolhe para aprender espanhol, sabe se ela privilegia a gramática, os exercícios repetitivos ou pelo contrário a comunicação, a construção, o desenvolvimento individual através de uma reflexão individual e coletiva ao mesmo tempo das necessidades que você requer?  Antes de escolher uma escola, pense, pesquise, pergunte, não se decida unicamente pelo custo, pois no final, pode sair bem mais caro se você não levar em conta o seu perfil e da instituição que vai escolher.

Você sabe se essa escola promove a pesquisa, desenvolve um trabalho individualizado para o público brasileiro, edita seus materiais ou incorpora títulos universais que são promovidos em outros países do mundo sendo que Brasil é um pais onde a língua espanhola é considerada próxima e não estrangeira, quer dizer, precisa de materiais adequados a uma realidade lusofona?

Essa mesma escola incorpora as TICs de uma maneira moderna, organizada e perfeitamente integrada ao curso ou não?  Se tiver dúvidas sobre a idoneidade da mesma, é certificadora de algum diploma reconhecido pelo MEC?  Qual a formação dos seus professores?

Faça um aula teste, consulte o Departamento Acadêmico, siga um assessoramento, não tome a alternativa por si só.

Por último, você, querido aluno, já imaginou uma aula de espanhol sem livros, sem gramática, sem textos…só com um computador, um tablet, um recurso para ser jogado no mundo e procurar a informação que você precisa, aquela que realmente é útil para você e que vai lhe ajudar no seu desenvolvimento individual, perfeitamente apropriada ao seu perfil, baseada exclusivamente em projetos?

 

 

porSegundo Villanueva

As baratas nos ensinam pronomes

A correta utilização dos pronomes átonos diferencia o aprendiz de ELE daquele que realmente se incorporou a um estádio superior, maduro, seleto e consciente.

Você consegue descobrir quais os erros de pronominalização neste pequeno texto que coloco a continuação?

El libro se cayó y le recogí.  Había mucho polvo, tuve dificultades en entreverle en el suelo.  Pero al final lo localicé.  Había unas cucarachas muertas a su lado, con las patas hacia arriba.  Eran rojas y se movían un poco.  Tuve que apartar algunas con el pie.  Cuando le tuve entre mis manos, pude comprobar que sus hojas estaban vacías, las cucarachas se habían comido las letras.  En verdad no estaban muertas, sino vivas, con la barriga llena de tinta, habían desglosado las ideas, los conceptos, las frases y deglutido todo, ahora, no conseguían sobreponerse ante tantas ideas desordenadas, fluyendo en sus barrigas compactas.  No se podían mover de tanta letra comida. 

Muchas gracias y como siempre, a disposición,

Segundo Villanueva

porSegundo Villanueva

O uso do dicionário nas aulas de ELE

Muitos alunos consideram que usar o dicionário em aula é antigo. E também alguns professores. É necessário saber que nesse processo de consulta acontecem estratégias de pesquisa, razonamentos dedutivos e investigativos que fazem com que o aluno delimite as diferentes conotações contextuais das palavras, fazendo relações e consolidando finalmente de maneira muito apurada o entorno significativo da língua.  Dificilmente o professor vai conseguir descobrir os mecanismos lógicos que acontecem no momento da aprendizagem melhor do que o próprio aluno.  Algumas estratégias básicas são comuns a todos eles, mas existem outras, que nós, como professores, raramente as percebemos.

Não é necessário acrescentar como o processo de aprendizagem é minucioso e lento.

Esse processo de aprendizagem, o investigativo, mais um entorno adicional além das aulas, não aporta outra coisa do que benefícios para o aluno, para o professor e para o próprio processo.

Alguns me escrevem, com certo ar de derrota dizendo que tiveram que recorrer ao dicionário quando na verdade é uma atitude natural, necessária e muito produtiva.

Eu lhes deixo um trabalho de Ana María Rodríguez Gil sobre o assunto que ilustra a tese defendida.

Muito obrigado e sempre, à disposição.

porSegundo Villanueva

Falar com sinceridade na aula de espanhol

Do que mais gosto nas aulas é de encontrar alunos que conversem com sinceridade.  É o motor da língua como ferramenta de comunicação. Nunca consegui realizar uma aula repetida, principalmente porque cada aluno é diferente, e porque estaria me traindo a mim mesmo.  É impossível reproduzir modelos prévios por muito tempo. Leva à anulação como pessoa e como profissional, neste caso, de língua estrangeira. Por isso almejo que os alunos sejam puros e reais, que os exemplos que apareçam nas aulas realmente levem em consideração as necessidades profissionais, os desejos intelectuais de cada um, que mostrem suas preferências culturais ou a sua formação pessoal em definitiva. Acredito que assim consigamos realizar aulas únicas e verdadeiras, produtivas, além de responsáveis.  Uma maneira de aprender espanhol sem que o professor esteja na sua frente marcando o que tiver que fazer.