Yearly Archive 2015

BySegundo Villanueva

Acaba o ano. (Conclusões 1)

Estamos chegando ao final de 2015 e são várias as conclusões que podem ser obtidas.

A primeira, o ensino de espanhol continua desorganizado, por um lado, instituições espanholas obedecendo a uma realidade peninsular e distante e inspirada por um suporte institucional oficial muito importante.  Por outro lado, as universidades brasileiras, com um foco teórico excepcional mas com dificuldades em formar professores com fluência à altura da circunstâncias.  Por outro lado, os que corremos em paralelo, as escolas de mediano porte.  Existem as que dedicam-se a transportar propostas metodológicas através da edição de livros normalmente espanhóis e argentinos, e os que, como a España Aquí procuram estudar a realidade brasileira e elaborar uma alternativa customizada, adequada ao ambiente, ao perfil, à origem lusófona do país.  São várias alternativas que você, como cliente, deve levar em conta na hora de tomar a decisão de por qual curso você vai se decidir.

Estamos num mercado ainda disgregado, com opções bem diversas, que nos possibilitam o fato de poder escolher, mas também podem nos levar ao risco de optar errado pela ampla divergência que existe entre as opções que são oferecidas.

Segundo Villanueva, desde São Paulo

BySegundo Villanueva

Vamos, A2

Você pode aprender espanhol de muitas maneiras.  Existe um estudo, é necessário ver qual o interesse por trás, que diz que os alunos que não frequentam as aulas e estudam on-line, tem melhor desempenho que os tradicionais.  É difícil acreditar nisto quando se trata de uma língua estrangeira.  O que busca-se é o aprendizado de uma ferramenta de interação, você precisa do outro para crescer, e supõe-se que quando não existe, é impossível que você se desenvolva adequadamente.  Às vezes fico constrangido ao visitar cursos on-line, fantasticamente editados, mas carentes de vida, desumanizados.

Mas os cursos tradicionais também têm os seus desafios.   Alguns deles estão desatualizados, ou pior, longe da realidade do aluno.  É necessário nestes casos que o professor saiba contextualizar o programa com o cotidiano do aluno.

Vamos, A2, editado por España Aquí é um material leve, atual, moderno, feito para brasileiros que querem aprender pesquisando, que procuram informações de várias origens e que consideram que o aprendizado colaborativo, e não só o gramatical, é uma maneira válida de crescimento intelectual e humano.

BySegundo Villanueva

Alinhamento

Nós, da España Aquí sempre perguntamos ao aluno nas provas de nível qual é o seu perfil.  Existem dois tipos de alunos: o gramatical e o comunicativo.  Anteriormente já falamos como é importante que você que iniciará um curso de espanhol conheça a escola onde você vai se matricular.  Para nós, é importantíssimo também saber como você é.

Dependendo do seu perfil, o professor vai orientar a aula segundo às suas necessidades, ou às necessidades do grupo.  Nunca um grupo é homogêneo.  Mas sim que é possível chegar a um denominador em comum.  Cabe á escola achar esse ponto para que o produto que está já determinado possa ser adaptado à realidade.  Fazer isto bem no início do curso e orientar ao professor convenientemente fará com que o curso seja muito mais produtivo e todos os elementos da aula estejam bem alinhados.

Segundo Villanueva, desde São Paulo

 

BySegundo Villanueva

Prezado aluno, o que você está procurando…

Prezado aluno, você quer um professor particular ou uma escola?  Está claro que você quer aprender espanhol, mas deve distinguir as diferencias entre um e outra.

Uma escola vai lhe proporcionar um curriculo, uma estrutura baseada numa publicação científica, com um princípio, uma avaliação e um final.   No meio, existem garantias de desenvolvimento, atrelado ao nome da instituição.  Aliás, a principal garantia que você tem, é o nome da instituição.

O peso da instituição não é gratuito, obriga e, ao ser público, e não se restringir ao relacionamento inter-pessoal, intimida à própria estrutura.  Conseguir que sua metodologia, seus princípios permeiem o corpo docente, os funcionários e chegue visível em forma de produto até o consumidor final, você, é o nosso grande desafio.

Segundo Villanueva

ByEspaña Aquí

Carga horária dos diferentes níveis

Muitos alunos me perguntam por que as escolas têm diferentes cargas curriculares nos níveis do curso de espanhol.

A primeira consideração que merece ser levada em conta é o contexto linguístico que nos encontramos.  Brasil, pelo fato de ser um pais luso-falante considera a língua espanhola como uma língua próxima, não estrangeira.  Por este motivo, o currículo deve ser menor que em qualquer outro país do mundo, onde as estruturas são muito diferentes e complexas entre a língua madre e a segunda língua, neste caso, o espanhol.

A segunda é a carga horária de cada um dos níveis.  Aqui existem diferentes opiniões.  Nós da España Aquí observamos um critério muito claro, que é o de incorporar uma carga maior nos níveis superiores e menor nos níveis iniciais.  Isto por que: o brasileiro já conhece muitas das estruturas básicas iniciais, não precisa destinar muitas horas para certos tempos verbais ou estruturas que já pode incorporar de maneira mais rápida por causa da proximidade dos idiomas.  Porém, a complexidade aumenta nos níveis superiores, pois o que ele precisa é manejar o idioma, colocá-lo em prática, aprender a elaborar textos orais e escritos cada vez com maior complexidade, e isso só se consegue com tempo.  Por isso que a nossa carga curricular é maior no B1 que no A2, e aumenta no C1 ou C2.

Provavelmente as opiniões serão diversas por parte dos colegas de outras escolas, mas tenho certeza de que adequando o currículo a uma coerência ideológica, os frutos podem vir tanto por uns como pelos outros.

Desde São Paulo, Segundo Villanueva

BySegundo Villanueva

Antes de escolher uma escola de espanhol…

Você sabe qual é o seu perfil, sabe qual a escola que escolhe para aprender espanhol, sabe se ela privilegia a gramática, os exercícios repetitivos ou pelo contrário a comunicação, a construção, o desenvolvimento individual através de uma reflexão individual e coletiva ao mesmo tempo das necessidades que você requer?  Antes de escolher uma escola, pense, pesquise, pergunte, não se decida unicamente pelo custo, pois no final, pode sair bem mais caro se você não levar em conta o seu perfil e da instituição que vai escolher.

Você sabe se essa escola promove a pesquisa, desenvolve um trabalho individualizado para o público brasileiro, edita seus materiais ou incorpora títulos universais que são promovidos em outros países do mundo sendo que Brasil é um pais onde a língua espanhola é considerada próxima e não estrangeira, quer dizer, precisa de materiais adequados a uma realidade lusofona?

Essa mesma escola incorpora as TICs de uma maneira moderna, organizada e perfeitamente integrada ao curso ou não?  Se tiver dúvidas sobre a idoneidade da mesma, é certificadora de algum diploma reconhecido pelo MEC?  Qual a formação dos seus professores?

Faça um aula teste, consulte o Departamento Acadêmico, siga um assessoramento, não tome a alternativa por si só.

Por último, você, querido aluno, já imaginou uma aula de espanhol sem livros, sem gramática, sem textos…só com um computador, um tablet, um recurso para ser jogado no mundo e procurar a informação que você precisa, aquela que realmente é útil para você e que vai lhe ajudar no seu desenvolvimento individual, perfeitamente apropriada ao seu perfil, baseada exclusivamente em projetos?

 

 

BySegundo Villanueva

As baratas nos ensinam pronomes

A correta utilização dos pronomes átonos diferencia o aprendiz de ELE daquele que realmente se incorporou a um estádio superior, maduro, seleto e consciente.

Você consegue descobrir quais os erros de pronominalização neste pequeno texto que coloco a continuação?

El libro se cayó y le recogí.  Había mucho polvo, tuve dificultades en entreverle en el suelo.  Pero al final lo localicé.  Había unas cucarachas muertas a su lado, con las patas hacia arriba.  Eran rojas y se movían un poco.  Tuve que apartar algunas con el pie.  Cuando le tuve entre mis manos, pude comprobar que sus hojas estaban vacías, las cucarachas se habían comido las letras.  En verdad no estaban muertas, sino vivas, con la barriga llena de tinta, habían desglosado las ideas, los conceptos, las frases y deglutido todo, ahora, no conseguían sobreponerse ante tantas ideas desordenadas, fluyendo en sus barrigas compactas.  No se podían mover de tanta letra comida. 

Muchas gracias y como siempre, a disposición,

Segundo Villanueva

BySegundo Villanueva

O uso do dicionário nas aulas de ELE

Muitos alunos consideram que usar o dicionário em aula é antigo. E também alguns professores. É necessário saber que nesse processo de consulta acontecem estratégias de pesquisa, razonamentos dedutivos e investigativos que fazem com que o aluno delimite as diferentes conotações contextuais das palavras, fazendo relações e consolidando finalmente de maneira muito apurada o entorno significativo da língua.  Dificilmente o professor vai conseguir descobrir os mecanismos lógicos que acontecem no momento da aprendizagem melhor do que o próprio aluno.  Algumas estratégias básicas são comuns a todos eles, mas existem outras, que nós, como professores, raramente as percebemos.

Não é necessário acrescentar como o processo de aprendizagem é minucioso e lento.

Esse processo de aprendizagem, o investigativo, mais um entorno adicional além das aulas, não aporta outra coisa do que benefícios para o aluno, para o professor e para o próprio processo.

Alguns me escrevem, com certo ar de derrota dizendo que tiveram que recorrer ao dicionário quando na verdade é uma atitude natural, necessária e muito produtiva.

Eu lhes deixo um trabalho de Ana María Rodríguez Gil sobre o assunto que ilustra a tese defendida.

Muito obrigado e sempre, à disposição.

BySegundo Villanueva

Falar com sinceridade na aula de espanhol

Do que mais gosto nas aulas é de encontrar alunos que conversem com sinceridade.  É o motor da língua como ferramenta de comunicação. Nunca consegui realizar uma aula repetida, principalmente porque cada aluno é diferente, e porque estaria me traindo a mim mesmo.  É impossível reproduzir modelos prévios por muito tempo. Leva à anulação como pessoa e como profissional, neste caso, de língua estrangeira. Por isso almejo que os alunos sejam puros e reais, que os exemplos que apareçam nas aulas realmente levem em consideração as necessidades profissionais, os desejos intelectuais de cada um, que mostrem suas preferências culturais ou a sua formação pessoal em definitiva. Acredito que assim consigamos realizar aulas únicas e verdadeiras, produtivas, além de responsáveis.  Uma maneira de aprender espanhol sem que o professor esteja na sua frente marcando o que tiver que fazer.